terça-feira, 18 de outubro de 2011

Construindo.


Nos senti tão próximos
Numa realidade distante.
Separados por um precipício
Mas construindo uma ponte.

O tempo me da uma previa
Enquanto escrevo o romance.
Retiro o alicerce de areia
Que encobria a base de diamante.

Às vezes sinto o cansaço
Mas me acostumei com a dor.
Meu descanso encontrarei em seus braços
Pois me tornei escravo desse amor.

João Fernandes Ferreira.

sábado, 8 de outubro de 2011

Meu primeiro roubo.



As horas passam rapidamente...
Presumo ainda não estar preparado.
Reviso mais uma vez todos os passos
Pois hoje nada pode dar errado.


Chega a hora de pôr o plano em prática 
A adrenalina vai consumindo o meu ser
Penso que poderia evitar o ato
Mas me sinto predestinado a cometer.


Tento focar meus pensamentos.
Tudo foi minuciosamente planejado
Perpetrarei meu primeiro roubo
Com o intuito de ser apanhado.


Ao longe visualizo minha bela vítima
Há uma ansiedade que preciso conter
Pois já é tarde para voltar atrás
E o arrependimento iria me corroer


Aproximo-me calmamente...
Não lhe dirijo sequer uma palavra
Aguardando que olhe nos meus olhos
E antes de gritar já a deixo calada.


Roubar-lhe um beijo será pecado?
Ainda mais se planejei a situação?
Porventura não escolhi estar apaixonado
E já estou aprisionado a uma paixão.


Senti o calor de seus lábios
Sendo umedecidos pela minha saliva
As respirações se aceleram 
E o momento se eterniza.


Retorno à realidade trazida pelo tapa.
A ardência me deixa aliviado
Respiro fundo soltando um longo sorriso
Pois tenho a certeza de estar acordado. 


João Fernandes Ferreira.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011




Quem disse que o caminho mais fácil é seguir o coração 
Me retire da encruzilhada quando ele estiver partido.(Jf.)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Engolindo a própria cauda.



Deslumbraram-se por um semblante cativante
Renderam-se ao encanto de um sorriso forjado.
O ouro dos tolos não deixa de ser brilhante
Mas não tem valor mesmo que lapidado.

Encena na vida um personagem simpático
Personifica o amor em uma banal atuação.
O defeito da mascara é que não esconde o olhar
O que dizem ser as janelas para o coração.

O martírio é um alívio para que contempla a dor
Nasceu morto mas não compareceu ao velório.
A fraqueza e a inocência são fatores a seu favor
Não sabe diferenciar pessoas de ratos de laboratório.

Nunca soube diferenciar o amor da cobiça
Tentou ir as nuvens mas teve as asas amputadas.
Se fez de serpente engolindo a própria cauda
O fogo cessa mas ainda restam-lhe as brasas.

João Fernandes Ferreira.

domingo, 11 de setembro de 2011

A primeira regra.





O obstetra parece usar de crueldade no parto
Induz o choro a criança que acaba de nascer.
Mas é o destino ditando a primeira regra
Senão aprender a chorar é incapaz de viver.


O tolo esquece disso evitando suas lágrimas
Engole da fraqueza para sentir-se mais forte. 
Mal sabe ele que entorna um grande veneno
Consumindo o seu espírito até a morte.


Já o sábio chora para sentir-se mais vivo
Deixando que as lágrimas sigam livremente.
Sabe que seu corpo é basicamente água
Mas que aquelas gotas não o pertencem.


Lágrimas nunca foram sinônimo de tristeza.
Já percorreram seu rosto em forma de alegria.
Da nostalgia surgiram em forma de rancor
Mas acordou mais leve para trilhar um novo dia.


As lágrimas que caem no momento de dor
Não assemelham-se as de felicidade.
O artista usa das mesmas tintas
Porem nunca é a mesma obra de arte.


Dizem que ao perder sua amada o homem chorou
Foram tantas lágrimas que não distinguia as cores.
E no chão repleto delas visualizou sua imagem
Então sorriu e com as mãos deu adeus as dores.


João Fernandes Ferreira.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Entre o mel e o fel.



Nada destrói mais ao homem do que o amor
Dos momentos felizes à mais perversa dor.
Depois se culpa por deixar-se envolver
E é nessa hora que desejas deitar e morrer.

Torna-se escravo dos momentos os retrocedendo
Buscando compreender a origem de seu sofrimento.
A razão de ser o escolhido em um mundo imenso
Embriagado pelo amor perdeu seu bom senso.

Agora engole as lagrimas mas não se arrepende
Por mais que seja forte ao amor sempre se rende.
Não buscou a eternidade aproveitando o momento
Pois agora os eterniza em seus pensamentos.

João Fernandes Ferreira.

sábado, 3 de setembro de 2011

Não perca seu tempo.





Não busque a eternidade mas o momento. 
Não deixe que o tempo te atrase. 
Não discuta com o destino sem argumento. 
Aproveite o minuto antes que ele se acabe. 


Não viva de fantasias e nem do passado. 
Apague sonhos fúteis e coloque amor no lugar. 
Comece a dar valor até a uma vida de rotina. 
Aprenda que só se realiza o sonho ao acordar. 


João Fernandes Ferreira.

Aprendendo novos passos.





O que estará acontecendo comigo?
Não consigo mais pensar em nada.
Uma angústia esmaga o meu coração
E ao mesmo um sentimento o afaga.


Meus pensamentos entraram em curto
Havia prometido não mais me apaixonar.
Se porventura busco tentar te esquecer
Crio uma brecha para mais pensar.


Fui tolo ao dizer que dessa água não beberei
Pois dessa fonte hoje venho a me embriagar.
Me lançando a sorte em uma nova dança
Qualquer passo em falso pode me desequilibrar.


Fico de braços abertos me tornando alvo fácil.
Me envolvo no movimento com a ilusão de voar
A insegurança me torna mais propenso a queda
E esse medo que sinto é consequência de amar.


Mesmo que essa longa dança me canse 
Aguardo até o momento da melodia terminar.
E de um longo passo a mim ela se lança...
O silêncio domina mas continuamos a dançar.


João Fernandes Ferreira.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Por trás da maquiagem




Como pode um palhaço ser triste...
Havia desistido de buscar por felicidade.
Pintei um sorriso para me encarar ao espelho
E fiz dele um trabalho com certa "seriedade".

Aquele belo sorriso mesmo que forjado
Alegrava as crianças sem nenhum esforço.
De seus sorrisos me tornei um aprendiz
Para os rabugentos era considerado um estorvo.

Os mal-humorados eram um grande desafio,
Mas arrancava seus risos com meu velho sarcasmo.
Sobre as quedas que tinha envolto ao espetáculo
Não me causavam mais dor do que esse marasmo.

Se eu pudesse não retiraria minha maquiagem
Ela cobre as cicatrizes que o destino me concedeu.
A beleza do sorriso não é minha verdadeira imagem
E nenhum dos sorrisos que criei me pertenceu.

Ninguém consegue ver além da alegria que passo
Não sabem que com as lagrimas retiro a maquiagem.
Só sabem que retiro risos por onde passo...
Mas as marcas que levo comigo vão além de tatuagens.

João Fernandes Ferreira.


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Homem parasita






O corpo está fatigado e a alma foi corrompida
A comando de uma mente inteligente e inquieta
Prossegue seu caminho há procura de um retorno
Seus passos são pesados mas na velocidade certa.


A alma veste o corpo que não cabe o intelecto 
A ausência de esperança o transmuta em parasita
Ensaia momentos de glória que não o pertencem 
Pois da felicidade alheia retira sua seiva da vida.


Grandes sonhos que são prelúdio de um pesadelo.
Castelos de areia não são imunes contra o vento.
Uma vida corriqueira de momentos insípidos...
É ironia do destino ter tempo para matar o tempo.


Existe uma ocasião mais conveniente para desistir?
Rendeu-se ao solo que usava para apoiar a espada...
Analisou sua vida em um último e longo suspiro.
E sua vida se transforma em uma lápide mal acabada.


João Fernandes Ferreira.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O rei é presa fácil para a rainha.



Senão acabasse bem só Deus sabe o que seria...
Surge a discussão pela ausência do assunto.
Ficar em silêncio é considerado um insulto
Penso em ser rude, mas me calo e escuto.

Planejei uma fuga mas não fui ligeiro
O rei é presa fácil para a rainha num tabuleiro
Me finjo de lobo mas não passo de um cordeiro
O medo vai consumindo ao meu ser por inteiro.

Fala tanto que nem sei como consegue respirar
Bate o pé no chão quando percebe que ironizo.
E quando contrai aquela bela sobrancelha
Me arrepio todo, pois é ali que mora o perigo.

No momento penso que chegara minha hora...
Começo a ver um monstro ao invés de minha amada.
Quase que vou a loucura e me lanço ao voo
Não devem ser tão penosos dez lances de escada.

Sempre pensei que nasci na geração errada
Mas comecei a dar valor aos novos dias.
Agradeço por ter acesso as padarias...
Um rolo de amassar pão logo me mataria.

Ainda não presenciei o meu maior medo
Se chamar pelo nome completo acaba a brincadeira
E um pequeno abalo vem a ser o maior dos terremotos
Vou para abaixo da mesa me protegendo com as cadeiras.

Mas ergo a cabeça pois essa briga ainda ganho.
Garota esperta usa mais uma de suas artimanhas
Volta do quarto com um lençol e um travesseiro
Logo percebo que o sofá será a minha cama.

E lança tudo no sofá como se ele fosse o culpado
Mas é mais covarde quando ajeita o cabelo para o lado.
Sempre soube que isso me torna um fraco
Que me esqueço de tudo e confesso estar errado.

E na íris dos teus olhos me perco mais uma vez
Me rendendo a paz em uma guerra já perdida.
Selamos uma trégua com um beijo roubado...
Pois já sou um vitorioso por te ter em minha vida.
(Jf).

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

"Gentileza gera gentileza"



Gritou o profeta Gentileza...
Acreditava num mundo
Que fizesse jus a sua nobreza.
Então gritou ao amor...
Já não aguentava mais
Enlouquecendo através da dor.

Gritou aos angustiados...
Sinta a paz em gritar
Mas nunca sofra calado.
Gritou aos amantes...
O amor de nada vale
Senão for pleno e constante.

Gritou aos poétas...
Se vivem de fantasia
É por que algo os inquieta.
Gritou aos loucos...
Pois os lúcidos desse mundo
Já gritaram tanto que estão roucos.

E todos sem pensar gritaram
Demonstrando novas ambições.
Levando adiante sua ideologia
Até as novas gerações.
Aguardando que venha uma novo dia
Transmutando de pedras em corações.
(Jf).

O pequeno grande herói.



Não deveria ter sonhado tanto...
Eu esperava por um dia especial.
Queria esquecer dos gritos em pranto
E transforma-los em um coro celestial.


Estava cursando a oitava série,
Era um aluno brincalhão mas exemplar.
Não era apenas um colega e sim um amigo,
Estava sempre disposto a ajudar.


Não deveria ter sonhado tanto...
Pois se iniciou o dia do passeio escolar
Me envolvendo num caminho perigoso e longo,
Em um segundo o ônibus veio a naufragar.


A estrada do interior é de terra batida,
Buracos de lama entre curvas estreitas.
O motorista acelera não somente a minha vida,
Pois da imprudência a morte o espreita.


Éramos entre trinta crianças e dois adultos.
Diante do pavor ninguém sabe nadar direito
Mas felizmente o amor me deu um impulso,
Fui salvando a quem pude do meu jeito.


Estava disposto a salvar a todos.
Tamanha força me guiava
Que me lancei ao ônibus de novo
Pois a muitas almas eu me agarrava.


Me perdi no abraço do desespero
Esquecendo o caminho de volta ao cais.
Dor alguma eu sofri naquele momento,
Fechei aos olhos e dormi em paz.


Estava ciente e de nada me arrependo.
Famílias jantaram com todos em sua mesa.
Em minha casa há uma cadeira vazia
Aguardando que a qualquer momento eu apareça.


Mãe eu sei que sente orgulho de mim
Coloque um sorriso no lugar da tristeza.
Eu sei que ainda aguarda que eu volte
Mas não jantarei mais em sua mesa.


De corpo já não posso estar presente.
Mas ao mundo me eternizo na lembrança.
Deixando de modelo a minha história.
Demonstrando ao mundo que ainda há esperança.
(Jf.)

domingo, 31 de julho de 2011

Apenas um conselho.




Minhas mãos trêmulas
Minha memoria falhada.
Já não deixam-me escrever
Sobre a beleza de minha amada.


Estou com poucos cabelos brancos.
Ironizo, pois não tenho mais cabelos.
Minha visão se desfez ao tempo...
Dos retratos começo a esquece-los.


Estou tão frágil que tropeço e caio
Por qualquer pedra em meu caminho.
Não estou usando de metáforas.
Pois de tio, sou chamado de velhinho.


Minha juventude foi se acabando.
Logo comecei a remoer lembranças
As lembranças se desafeiçoando.
Hoje sou tratado como criança.


Infelizmente, isso fugiu a meus planos,
Nunca quis ser estorvo na vida de ninguém.
Busquei sempre ser o mais forte que pude
Mas me desrespeitam quando me tratam como neném.


Esqueceram que já fui história,
Que desertei na ditadura.
Me rebelando contra minha Pátria amada
Defendendo a minha liberdade e a tua.


Uma vez disse meu neto
Que história é somente passado.
E eu ao tolo escutei quieto.
Pensando...esse não será lembrado.


O que pude deixar eu deixei...
Se me puseram no mundo eu vivi.
Quando ousaram me bater eu lutei...
Mas quando caíram orgulho eu senti.


Meu conselho hoje te deixo...
Se fosse bom na se dava de graça.
Logo aos céus eu irei subir
E vocês continuarão nessa desgraça.


Sua juventude não durará para sempre,
Pois está somente de passagem.
Sirva-se dela o quanto puder,
Pois logo será o autor dessa mensagem.
                                                       (Jf).

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Um círculo de fumaça.



Um círculo de fumaça
Se formou no espaço
Não foi algo planejado
Nem precisou de compasso.


Mas era um círculo frágil
Não se manteve por muito tempo
Apenas virei as costas
E se uniu ao vento.


Voltando a ser apenas partículas
Solitárias no meio da imensidão
Por mais que um dia se encontrem
Não formarão o que um dia foi a perfeição.
                                                           (Jf.)

terça-feira, 26 de julho de 2011

Quem se apoderara das rédeas do universo?





Quem se apoderara das rédeas do universo?
Busco e desconheço explicação.
Talvez estejamos presenciando o final do tempos,
Pois discordo com tamanha desunião.

Enquanto a "beleza da guerra" nos sonda
Pela arrogante ganancia de ditadores
Pessoas defendem seu pais almejando sua honra
Morrendo ou sobrevivendo com a maior das dores.
"Foram seduzidas a matar inocentes em vão".

Já não bastam as doenças, miséria e a fome
Buscam piorar essa decadente situação
Motivo de não encontrada a cura para AIDS
"Pois a AIDS é a cura do controle de população".

Apesar de Sapiens somos o único ser
Que destrói outras espécies ou o próprio semelhante
Pelo mais fugas dos sentimentos, o prazer.
Demonstrando a forma mirabolante de como fazer.

Agora sente-se, acomode-se e abra seus olhos.
Ligue sua televisão e me diga o que vê.
Nem a Ficção e capaz de criar uma algo pior do que a realidade
Do que o noticiário que a cada dia tenta nos mostra a verdade.

Não me pergunte se existe paraíso pois não sei.
Mas o inferno existe e estamos presenciando.
Vejo a discórdia, morte, desumanidade e corrupção.
Vejo o Sapiens sapiens seus olhos fechando.

Agora que leu isto, e acredito que deu valor.
Por que não vai caçar um animal por esporte,
Queimar um mendigo que poluía seu ar...
Aproveite os novos tempos de sorte que não irão te condenar...

Senão te prejudicas...
Não quer gastar sua voz.
Prejudica a mim
Um mundo assim já está perto do fim
Mudando ou não.
(Jf)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O balanço do mar.



Pés descalços sobre a areia
Sinto o mar congelando meus dedos.
Seguro firmemente sua mão
E o vento faz de ondas seus cabelos.


O sal do mar em minha boca
Se mistura ao sabor de seu beijo.
Sensação estranha e louca
Mas que mesmo assim desejo.


Te fiz juras de amor,
Iemanjá foi testemunha.
Nos abraçamos sem pudor
Sentindo sua pele quase nua.


Uma maré forte,
Com ondas traiçoeiras.
E o vento a assobiar
Faz de mulher uma sereia.



Quase te perco de meu abraço,
Poseidon quisera te levar 
Te chamando a uma nova dança
Mas não se rendeu ao balanço do mar.



Água cortante de tão fria.
Mas me aqueço no calor do teu corpo.
Quase entrando em hipotermia
Percebo que sem teu ser já estaria morto.
                                                                   (Jf.)

domingo, 17 de julho de 2011

Somente a ela.



Vou correr pelo jardim,
Irei colher belas rosas.
Não para mim
Mas para quem possas,
Corresponder ao meu amor.
A ela escreverei 
Versos e poesias belas.
Talvez não mais dormirei,
Por medo de acordar-me em mazelas.
                                                          (Jf.)

sábado, 16 de julho de 2011

Apenas um abraço,



Volto a remoer meu passado,
Pois já aproveitei o que pude.
Hoje revivo lembranças
Há procure de esperanças,
De que um forte vento 
Conduza-me a teu ser.
Espero que o tempo 
De uma trégua a meu viver,
Deixando viva sua imagem
Qual guardei em minha memória
Pois se te tenho em pensamentos
Dou continuação a nossa história.


Aquela velha canção
Que já não se ouve faz um tempo,
Qual dançamos por um momento
E do refrão ainda me lembro,
Me leva a teu perfume.
A velha rua estreita,
Aquela de pedrinhas brancas
Qual caminhávamos pela madrugada
Como se estivéssemos acima das estrelas.
Hoje esta muito escura, mas asfaltada.
Leva-me ao escuro de seus olhos.


Ainda ando pelas mesmas ruas
Frequento os mesmos bares
E viajo aos mesmos lugares.
Pois não me dou ao luxo do acaso.
Já estou velho e exausto,
Que minha força resguardo 
Para apenas um abraço.
E confessar-te...
Que se hoje estou um fraco
Foi por que nunca cessei meu caminhar.
Só para dizer "Eu te amo"
E que para sempre irei amar.
Se sou infeliz nesse mundo,
Se vivo sem realmente viver
Foi por que um dia deixei que minha felicidade
Fugisse junto de teu ser.
                                     (Jf.)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Minha porção única.



Não desejaria te perder na lembrança
Por nem sequer um segundo.
O vazio que deixaria em minha vida
Não seria preenchido nesse mundo.


Por mais enfadonha que foi minha caminhada,
Procurei você a cada passo que deixei para traz.
Quando te encontrei fiquei estático,
Sentindo um alívio, uma verdadeira paz.


Nem no mais sublime de meus sonhos
Consegui visualizar uma imagem tão perfeita.
Desconheço palavras para descrever seu jeito,
De ser uma mulher tão forte e tão meiga.


O movimento de seu rosto enquanto fala.
O arquear de sobrancelha enquanto encara.
E eu contemplando uma obra de arte,
Escuto seus batimentos e o mundo se cala.


Quando caminha as ruas viram passarelas,
O brilho do sol se perde em sua beleza.
A cidade parece pintada a aquarela
E um sorriso surge em cada tristeza.


Seu jeito simples e delicado de sentar-se
Enquanto joga suas longas pernas em meu colo.
Começa a contar-me minuciosamente seu dia
E em minha mente vai se tornando poesia.


De uma orquestra regida por anjos
Fez de minha vida uma bela dança.
Vou aprendendo novos passos na vida
Ao som de uma melodia que nunca cansa.
                                                                   (Jf.)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Até os copos quebrados.



Não sei se minha alma esta com você
Já vivo alienado e isso da para perceber.
Se os raios de sol refletem o teu ser...
E as nuvens escuras nunca vão te ter.


Noites e noites e dias embriagado,
Sorrindo para esquecer que não te tenho ao meu lado.
Fingindo não saber que eu ajo errado
Bebendo de tudo e até os copos quebrados.


Não sei se a lua voltara com você.
Já sei meu futuro sem ao menos viver.
Se o futuro e o presente um dia irão acontecer...
Senão te trouxerem que me façam te esquecer.
                                                                             (Jf.)

"Os evoluídos".



É fácil mentir,
Muito mais fácil do que falar a verdade.
Fazer o bem é fácil...
Mas convenhamos,
É muito fácil fazer maldade. 


É tão difícil viver,
E é tão fácil matar.
Concertar um erro é difícil,
Fácil é voltar a errar.

Apedrejar é fácil,
Estender a mão... Não!
Fechar os olhos já virou brincadeira,
Ignoramos com nossa razão.

Pois é nosso direito
Deitarmos e dormimos sossegados.
Todos nós temos nossos problemas
Que fazer o bem é coisa do passado.

Apedrejamos, acusamos, maltratamos.
Pois não passam de meros indivíduos
Por que eles são eles...
E nós é que somos "os evoluídos".

                                                     (Jf.)

terça-feira, 12 de julho de 2011

Ainda sinto.


Sinto sua mão acariciar meu rosto
Seu cheiro me leva ao conforto.
Me esqueço de tudo,
Me prendo ao momento.
Mas é apenas um sonho
Qual estou vivendo.

Teu perfume ainda sinto,
Talvez esteja enlouquecendo
Mas até sozinho num recinto
Sinto seu corpo me aquecendo.

Porem a realidade é um rival
Aparece causando-me dor fatal.
Me leva a uma vida vazia,
Qual fujo para viver de poesia. 
                                               (Jf.)

Abra seus olhos.



Às vezes ajo como um tolo,
Tornando complexo o evidente.
Abro os olhos, fecho minha mente
E o nó se desfaz naturalmente.

Outrora como um cego
Num labirinto perpendicular.
Que resolveu ficar imóvel
Ao invés de caminhar.
Pois faltava-lhe algo,
Um sentido e um motivo.
Qual era querer se libertar.

Procurar atalho em linha reta.
Escolher o arco e esquecer a flecha.
Estender a mão por constrangimento a situação...
Ter medo do raio ao escutar o trovã
o.
                                                            (Jf.)
                                        

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Folhas novas.


Quando bater a minha porta
Estarei mais preparado
Para esquecer minha revolta 
Deixar tudo de lado
E voltar a viver...

Esquecerei nossas discórdias
Deletarei nosso passado.
Começarei uma nova história
Sobre um rascunho incinerado
Que o tempo apagou...

Sobre um começo do fim,
Um caminho ao retorno.
Flores novas no jardim
Sobre velhas do outono.
Um sopro de vida...

Sobre as trevas há luz 
A esperança é um martírio
Mas o sonho é quem conduz
Para que não haja empecilho.
Para sentir teu calor...
Teu perfume e teu sabor.
                                       (Jf.)


sexta-feira, 8 de julho de 2011

Percorrer sozinho.



Deixei que os dias
Passassem por mim
Mas quando percebi
Já estava no fim.
Sobre nós dois,
Deixei para depois...

Em algum lugar
Que não me recordo.
As lembranças me enganam
Então eu acordo.
Sem você e sem a mim.
Mas continuo mesmo assim...

Trilhando meu caminho.
Concertando meus erros
Com um cálice de vinho
Mas buscando encontrar...
Alguma saída
Para uma nova vida.

Uma nova estrada
Há ser percorrida,
Por um longo caminho.
Mas o pior de tudo,
É percorrer sozinho... 


                                (Jf.)

Casulo.



Acorrentado a um passado,
Qual não me pertence.
Minha memória demonstra fatos
Que surgem de repente.


A minha personalidade,
Transmuta como os ventos
Outrora bom, outrora ruim
Mas pela circunstancia tenso.


Minha imagem no espelho
Não reflete o que sou.
Talvez eu esteja preso a sonhos
Que a realidade se mesclou.


Meu corpo se fez veste,
De indivíduo desconhecido.
Qual encontrei em sonhos
Sem ter antes adormecido.


Dos sonhos e da realidade
Não distingo a verdade,
Brincando com minha alma
Sem dó e nem piedade.


Pensando num futuro hoje,
Me conforto com distintas hipóteses 
Pois tudo o que tenho em mente 
Da verdade se distorcem.


Se estou preso a um labirinto
Vivendo meu presente,
Como construir bases para um futuro
Que somente a Deus pertence.


Apenas o que sei é que estou enfraquecendo.
De tanto lutar pela vida estou morrendo.
Não sei se é o corpo, a alma.
Mas já nem me surpreendo.
Teria eu falecido a tempos?
Pois já não sei o que vivo.
                                      (Jf.)