quinta-feira, 22 de setembro de 2011




Quem disse que o caminho mais fácil é seguir o coração 
Me retire da encruzilhada quando ele estiver partido.(Jf.)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Engolindo a própria cauda.



Deslumbraram-se por um semblante cativante
Renderam-se ao encanto de um sorriso forjado.
O ouro dos tolos não deixa de ser brilhante
Mas não tem valor mesmo que lapidado.

Encena na vida um personagem simpático
Personifica o amor em uma banal atuação.
O defeito da mascara é que não esconde o olhar
O que dizem ser as janelas para o coração.

O martírio é um alívio para que contempla a dor
Nasceu morto mas não compareceu ao velório.
A fraqueza e a inocência são fatores a seu favor
Não sabe diferenciar pessoas de ratos de laboratório.

Nunca soube diferenciar o amor da cobiça
Tentou ir as nuvens mas teve as asas amputadas.
Se fez de serpente engolindo a própria cauda
O fogo cessa mas ainda restam-lhe as brasas.

João Fernandes Ferreira.

domingo, 11 de setembro de 2011

A primeira regra.





O obstetra parece usar de crueldade no parto
Induz o choro a criança que acaba de nascer.
Mas é o destino ditando a primeira regra
Senão aprender a chorar é incapaz de viver.


O tolo esquece disso evitando suas lágrimas
Engole da fraqueza para sentir-se mais forte. 
Mal sabe ele que entorna um grande veneno
Consumindo o seu espírito até a morte.


Já o sábio chora para sentir-se mais vivo
Deixando que as lágrimas sigam livremente.
Sabe que seu corpo é basicamente água
Mas que aquelas gotas não o pertencem.


Lágrimas nunca foram sinônimo de tristeza.
Já percorreram seu rosto em forma de alegria.
Da nostalgia surgiram em forma de rancor
Mas acordou mais leve para trilhar um novo dia.


As lágrimas que caem no momento de dor
Não assemelham-se as de felicidade.
O artista usa das mesmas tintas
Porem nunca é a mesma obra de arte.


Dizem que ao perder sua amada o homem chorou
Foram tantas lágrimas que não distinguia as cores.
E no chão repleto delas visualizou sua imagem
Então sorriu e com as mãos deu adeus as dores.


João Fernandes Ferreira.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Entre o mel e o fel.



Nada destrói mais ao homem do que o amor
Dos momentos felizes à mais perversa dor.
Depois se culpa por deixar-se envolver
E é nessa hora que desejas deitar e morrer.

Torna-se escravo dos momentos os retrocedendo
Buscando compreender a origem de seu sofrimento.
A razão de ser o escolhido em um mundo imenso
Embriagado pelo amor perdeu seu bom senso.

Agora engole as lagrimas mas não se arrepende
Por mais que seja forte ao amor sempre se rende.
Não buscou a eternidade aproveitando o momento
Pois agora os eterniza em seus pensamentos.

João Fernandes Ferreira.

sábado, 3 de setembro de 2011

Não perca seu tempo.





Não busque a eternidade mas o momento. 
Não deixe que o tempo te atrase. 
Não discuta com o destino sem argumento. 
Aproveite o minuto antes que ele se acabe. 


Não viva de fantasias e nem do passado. 
Apague sonhos fúteis e coloque amor no lugar. 
Comece a dar valor até a uma vida de rotina. 
Aprenda que só se realiza o sonho ao acordar. 


João Fernandes Ferreira.

Aprendendo novos passos.





O que estará acontecendo comigo?
Não consigo mais pensar em nada.
Uma angústia esmaga o meu coração
E ao mesmo um sentimento o afaga.


Meus pensamentos entraram em curto
Havia prometido não mais me apaixonar.
Se porventura busco tentar te esquecer
Crio uma brecha para mais pensar.


Fui tolo ao dizer que dessa água não beberei
Pois dessa fonte hoje venho a me embriagar.
Me lançando a sorte em uma nova dança
Qualquer passo em falso pode me desequilibrar.


Fico de braços abertos me tornando alvo fácil.
Me envolvo no movimento com a ilusão de voar
A insegurança me torna mais propenso a queda
E esse medo que sinto é consequência de amar.


Mesmo que essa longa dança me canse 
Aguardo até o momento da melodia terminar.
E de um longo passo a mim ela se lança...
O silêncio domina mas continuamos a dançar.


João Fernandes Ferreira.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Por trás da maquiagem




Como pode um palhaço ser triste...
Havia desistido de buscar por felicidade.
Pintei um sorriso para me encarar ao espelho
E fiz dele um trabalho com certa "seriedade".

Aquele belo sorriso mesmo que forjado
Alegrava as crianças sem nenhum esforço.
De seus sorrisos me tornei um aprendiz
Para os rabugentos era considerado um estorvo.

Os mal-humorados eram um grande desafio,
Mas arrancava seus risos com meu velho sarcasmo.
Sobre as quedas que tinha envolto ao espetáculo
Não me causavam mais dor do que esse marasmo.

Se eu pudesse não retiraria minha maquiagem
Ela cobre as cicatrizes que o destino me concedeu.
A beleza do sorriso não é minha verdadeira imagem
E nenhum dos sorrisos que criei me pertenceu.

Ninguém consegue ver além da alegria que passo
Não sabem que com as lagrimas retiro a maquiagem.
Só sabem que retiro risos por onde passo...
Mas as marcas que levo comigo vão além de tatuagens.

João Fernandes Ferreira.