terça-feira, 26 de julho de 2011

Quem se apoderara das rédeas do universo?





Quem se apoderara das rédeas do universo?
Busco e desconheço explicação.
Talvez estejamos presenciando o final do tempos,
Pois discordo com tamanha desunião.

Enquanto a "beleza da guerra" nos sonda
Pela arrogante ganancia de ditadores
Pessoas defendem seu pais almejando sua honra
Morrendo ou sobrevivendo com a maior das dores.
"Foram seduzidas a matar inocentes em vão".

Já não bastam as doenças, miséria e a fome
Buscam piorar essa decadente situação
Motivo de não encontrada a cura para AIDS
"Pois a AIDS é a cura do controle de população".

Apesar de Sapiens somos o único ser
Que destrói outras espécies ou o próprio semelhante
Pelo mais fugas dos sentimentos, o prazer.
Demonstrando a forma mirabolante de como fazer.

Agora sente-se, acomode-se e abra seus olhos.
Ligue sua televisão e me diga o que vê.
Nem a Ficção e capaz de criar uma algo pior do que a realidade
Do que o noticiário que a cada dia tenta nos mostra a verdade.

Não me pergunte se existe paraíso pois não sei.
Mas o inferno existe e estamos presenciando.
Vejo a discórdia, morte, desumanidade e corrupção.
Vejo o Sapiens sapiens seus olhos fechando.

Agora que leu isto, e acredito que deu valor.
Por que não vai caçar um animal por esporte,
Queimar um mendigo que poluía seu ar...
Aproveite os novos tempos de sorte que não irão te condenar...

Senão te prejudicas...
Não quer gastar sua voz.
Prejudica a mim
Um mundo assim já está perto do fim
Mudando ou não.
(Jf)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O balanço do mar.



Pés descalços sobre a areia
Sinto o mar congelando meus dedos.
Seguro firmemente sua mão
E o vento faz de ondas seus cabelos.


O sal do mar em minha boca
Se mistura ao sabor de seu beijo.
Sensação estranha e louca
Mas que mesmo assim desejo.


Te fiz juras de amor,
Iemanjá foi testemunha.
Nos abraçamos sem pudor
Sentindo sua pele quase nua.


Uma maré forte,
Com ondas traiçoeiras.
E o vento a assobiar
Faz de mulher uma sereia.



Quase te perco de meu abraço,
Poseidon quisera te levar 
Te chamando a uma nova dança
Mas não se rendeu ao balanço do mar.



Água cortante de tão fria.
Mas me aqueço no calor do teu corpo.
Quase entrando em hipotermia
Percebo que sem teu ser já estaria morto.
                                                                   (Jf.)

domingo, 17 de julho de 2011

Somente a ela.



Vou correr pelo jardim,
Irei colher belas rosas.
Não para mim
Mas para quem possas,
Corresponder ao meu amor.
A ela escreverei 
Versos e poesias belas.
Talvez não mais dormirei,
Por medo de acordar-me em mazelas.
                                                          (Jf.)

sábado, 16 de julho de 2011

Apenas um abraço,



Volto a remoer meu passado,
Pois já aproveitei o que pude.
Hoje revivo lembranças
Há procure de esperanças,
De que um forte vento 
Conduza-me a teu ser.
Espero que o tempo 
De uma trégua a meu viver,
Deixando viva sua imagem
Qual guardei em minha memória
Pois se te tenho em pensamentos
Dou continuação a nossa história.


Aquela velha canção
Que já não se ouve faz um tempo,
Qual dançamos por um momento
E do refrão ainda me lembro,
Me leva a teu perfume.
A velha rua estreita,
Aquela de pedrinhas brancas
Qual caminhávamos pela madrugada
Como se estivéssemos acima das estrelas.
Hoje esta muito escura, mas asfaltada.
Leva-me ao escuro de seus olhos.


Ainda ando pelas mesmas ruas
Frequento os mesmos bares
E viajo aos mesmos lugares.
Pois não me dou ao luxo do acaso.
Já estou velho e exausto,
Que minha força resguardo 
Para apenas um abraço.
E confessar-te...
Que se hoje estou um fraco
Foi por que nunca cessei meu caminhar.
Só para dizer "Eu te amo"
E que para sempre irei amar.
Se sou infeliz nesse mundo,
Se vivo sem realmente viver
Foi por que um dia deixei que minha felicidade
Fugisse junto de teu ser.
                                     (Jf.)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Minha porção única.



Não desejaria te perder na lembrança
Por nem sequer um segundo.
O vazio que deixaria em minha vida
Não seria preenchido nesse mundo.


Por mais enfadonha que foi minha caminhada,
Procurei você a cada passo que deixei para traz.
Quando te encontrei fiquei estático,
Sentindo um alívio, uma verdadeira paz.


Nem no mais sublime de meus sonhos
Consegui visualizar uma imagem tão perfeita.
Desconheço palavras para descrever seu jeito,
De ser uma mulher tão forte e tão meiga.


O movimento de seu rosto enquanto fala.
O arquear de sobrancelha enquanto encara.
E eu contemplando uma obra de arte,
Escuto seus batimentos e o mundo se cala.


Quando caminha as ruas viram passarelas,
O brilho do sol se perde em sua beleza.
A cidade parece pintada a aquarela
E um sorriso surge em cada tristeza.


Seu jeito simples e delicado de sentar-se
Enquanto joga suas longas pernas em meu colo.
Começa a contar-me minuciosamente seu dia
E em minha mente vai se tornando poesia.


De uma orquestra regida por anjos
Fez de minha vida uma bela dança.
Vou aprendendo novos passos na vida
Ao som de uma melodia que nunca cansa.
                                                                   (Jf.)