sexta-feira, 9 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Entre o mel e o fel.
Nada destrói mais ao homem do que o amor
Dos momentos felizes à mais perversa dor.
Depois se culpa por deixar-se envolver
E é nessa hora que desejas deitar e morrer.
Torna-se escravo dos momentos os retrocedendo
Buscando compreender a origem de seu sofrimento.
A razão de ser o escolhido em um mundo imenso
Embriagado pelo amor perdeu seu bom senso.
Agora engole as lagrimas mas não se arrepende
Por mais que seja forte ao amor sempre se rende.
Não buscou a eternidade aproveitando o momento
Pois agora os eterniza em seus pensamentos.
João Fernandes Ferreira.
sábado, 3 de setembro de 2011
Não perca seu tempo.
Não busque a eternidade mas o momento.
Não deixe que o tempo te atrase.
Não discuta com o destino sem argumento.
Aproveite o minuto antes que ele se acabe.
Não viva de fantasias e nem do passado.
Apague sonhos fúteis e coloque amor no lugar.
Comece a dar valor até a uma vida de rotina.
Aprenda que só se realiza o sonho ao acordar.
João Fernandes Ferreira.
Aprendendo novos passos.
O que estará acontecendo comigo?
Não consigo mais pensar em nada.
Uma angústia esmaga o meu coração
E ao mesmo um sentimento o afaga.
Meus pensamentos entraram em curto
Havia prometido não mais me apaixonar.
Se porventura busco tentar te esquecer
Crio uma brecha para mais pensar.
Fui tolo ao dizer que dessa água não beberei
Pois dessa fonte hoje venho a me embriagar.
Me lançando a sorte em uma nova dança
Qualquer passo em falso pode me desequilibrar.
Fico de braços abertos me tornando alvo fácil.
Me envolvo no movimento com a ilusão de voar
A insegurança me torna mais propenso a queda
E esse medo que sinto é consequência de amar.
Mesmo que essa longa dança me canse
Aguardo até o momento da melodia terminar.
E de um longo passo a mim ela se lança...
O silêncio domina mas continuamos a dançar.
João Fernandes Ferreira.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Por trás da maquiagem
Como pode um palhaço ser triste...
Havia desistido de buscar por felicidade.
Pintei um sorriso para me encarar ao espelho
E fiz dele um trabalho com certa "seriedade".
Aquele belo sorriso mesmo que forjado
Alegrava as crianças sem nenhum esforço.
De seus sorrisos me tornei um aprendiz
Para os rabugentos era considerado um estorvo.
Os mal-humorados eram um grande desafio,
Mas arrancava seus risos com meu velho sarcasmo.
Sobre as quedas que tinha envolto ao espetáculo
Não me causavam mais dor do que esse marasmo.
Se eu pudesse não retiraria minha maquiagem
Ela cobre as cicatrizes que o destino me concedeu.
A beleza do sorriso não é minha verdadeira imagem
E nenhum dos sorrisos que criei me pertenceu.
Ninguém consegue ver além da alegria que passo
Não sabem que com as lagrimas retiro a maquiagem.
Só sabem que retiro risos por onde passo...
Mas as marcas que levo comigo vão além de tatuagens.
João Fernandes Ferreira.
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