sexta-feira, 30 de setembro de 2011

quinta-feira, 22 de setembro de 2011




Quem disse que o caminho mais fácil é seguir o coração 
Me retire da encruzilhada quando ele estiver partido.(Jf.)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Engolindo a própria cauda.



Deslumbraram-se por um semblante cativante
Renderam-se ao encanto de um sorriso forjado.
O ouro dos tolos não deixa de ser brilhante
Mas não tem valor mesmo que lapidado.

Encena na vida um personagem simpático
Personifica o amor em uma banal atuação.
O defeito da mascara é que não esconde o olhar
O que dizem ser as janelas para o coração.

O martírio é um alívio para que contempla a dor
Nasceu morto mas não compareceu ao velório.
A fraqueza e a inocência são fatores a seu favor
Não sabe diferenciar pessoas de ratos de laboratório.

Nunca soube diferenciar o amor da cobiça
Tentou ir as nuvens mas teve as asas amputadas.
Se fez de serpente engolindo a própria cauda
O fogo cessa mas ainda restam-lhe as brasas.

João Fernandes Ferreira.

domingo, 11 de setembro de 2011

A primeira regra.





O obstetra parece usar de crueldade no parto
Induz o choro a criança que acaba de nascer.
Mas é o destino ditando a primeira regra
Senão aprender a chorar é incapaz de viver.


O tolo esquece disso evitando suas lágrimas
Engole da fraqueza para sentir-se mais forte. 
Mal sabe ele que entorna um grande veneno
Consumindo o seu espírito até a morte.


Já o sábio chora para sentir-se mais vivo
Deixando que as lágrimas sigam livremente.
Sabe que seu corpo é basicamente água
Mas que aquelas gotas não o pertencem.


Lágrimas nunca foram sinônimo de tristeza.
Já percorreram seu rosto em forma de alegria.
Da nostalgia surgiram em forma de rancor
Mas acordou mais leve para trilhar um novo dia.


As lágrimas que caem no momento de dor
Não assemelham-se as de felicidade.
O artista usa das mesmas tintas
Porem nunca é a mesma obra de arte.


Dizem que ao perder sua amada o homem chorou
Foram tantas lágrimas que não distinguia as cores.
E no chão repleto delas visualizou sua imagem
Então sorriu e com as mãos deu adeus as dores.


João Fernandes Ferreira.