domingo, 3 de julho de 2011
Não se encontra mais por lá.
Noite sombria...
Escura e fria.
De uma beleza crua,
Sem estrela e sem lua.
Escondeu seu brilho,
Veio a tempestade.
E eu um velho...
De certa idade
Fico envolto a escuridão.
Trovões e pingos de chuva
Quebram o silêncio da solidão.
Vivi o que pude,
Hoje revivo as lembranças.
Aproveitei minha juventude
Sempre com a perseverança
De te reencontrar.
Caminhei o mundo afora,
Para poder enxergar.
Mas com toda a minha demora...
Voltei, mas não se encontra mais por lá.
Hoje percebo que te perdi por sonhar
Com um amor fantasioso
Que cansei de buscar.
Eu estava cego e não vi seu olhar,
Qual tinha a esperança que eu viesse a enxergar.
Que a pessoa que procurava
Sempre esteve no mesmo lugar.
Sempre a meu lado...
Mas não se encontra mais por lá.
(Jf.)
Quem sabe algum dia.
Um dia dançarei na chuva,
Correrei por um jardim na primavera.
Deitarei nas folhas secas do outono,
Descobrirei que a vida é bela
Um dia verei o pôr do sol
E não dormirei até ver ele nascer.
Escutando o canto dos pássaros,
Sentindo prazer em viver.
Um dia escutarei o silêncio
E não me sentirei na solidão
Será o descanso de minha mente,
Pois deixarei de viver em vão.
(Jf.)
A ilusão retratada.
Quantas vezes revivi meu passado
Por que no presente não havia mais nada.
Quantas vezes errei por não ter tentado
Pelo medo de fazer e dar errado.
Quantas vezes ouvi e me mantive calado
Por que palavras não absolvem um condenado.
Quantas vezes dormi sem ter antes acordado
Sobre um véu de fantasia que me mantive fechado.
Retratos de uma vida de ilusão...
Fatos que se desenvolvem sem perdão,
Sobre o sol que faz do fraco um carvão
E no forte se revela a beleza de um brasão.
Quantas vezes morri sem ser sepultado.
Quantas vezes agi mais do que errado
Sobre a orientação de um eu frio,
Que me fez sentir apunhalado.
E no momento de dor sorrio
E se sentiu mais do que aliviado.
(Jf.)
sábado, 2 de julho de 2011
Vida sem cor.
As ondas do mar
Já não tem mais beleza.
Um belo luar
Me causa tristeza.
A beleza das flores
Se dispersou.
O brilho das estrelas
Se apagou.
As poesias hoje
Não me dizem nada.
As melodias
Para o sempre caladas.
Nenhum sorriso
Me alegra mais.
Pois não sou capaz
De ser feliz sem você.
(Jf.)
Nossas conquistas amanha esquecidas.
Na corrida contra o tempo
Vivo mas não penso.
Desperdiçando cada segundo
Que vai passando entre meus dedos.
Dedos seguindo o vento.
A multidão acelerada
Buscando um tempo para viver.
Repete a vida diária,
Que se acaba sem perceber.
Sono atrasado,
Relógio programado.
Cada segundo é raro,
Pois não temos tempo de viver.
O segundo passado já é passado,
E nossos raros momentos
Anulados do pensamento.
Pois não temos tempo de pensar
Deletando nossa vida sem hesitar.
(Jf.)
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