quarta-feira, 13 de julho de 2011

Até os copos quebrados.



Não sei se minha alma esta com você
Já vivo alienado e isso da para perceber.
Se os raios de sol refletem o teu ser...
E as nuvens escuras nunca vão te ter.


Noites e noites e dias embriagado,
Sorrindo para esquecer que não te tenho ao meu lado.
Fingindo não saber que eu ajo errado
Bebendo de tudo e até os copos quebrados.


Não sei se a lua voltara com você.
Já sei meu futuro sem ao menos viver.
Se o futuro e o presente um dia irão acontecer...
Senão te trouxerem que me façam te esquecer.
                                                                             (Jf.)

"Os evoluídos".



É fácil mentir,
Muito mais fácil do que falar a verdade.
Fazer o bem é fácil...
Mas convenhamos,
É muito fácil fazer maldade. 


É tão difícil viver,
E é tão fácil matar.
Concertar um erro é difícil,
Fácil é voltar a errar.

Apedrejar é fácil,
Estender a mão... Não!
Fechar os olhos já virou brincadeira,
Ignoramos com nossa razão.

Pois é nosso direito
Deitarmos e dormimos sossegados.
Todos nós temos nossos problemas
Que fazer o bem é coisa do passado.

Apedrejamos, acusamos, maltratamos.
Pois não passam de meros indivíduos
Por que eles são eles...
E nós é que somos "os evoluídos".

                                                     (Jf.)

terça-feira, 12 de julho de 2011

Ainda sinto.


Sinto sua mão acariciar meu rosto
Seu cheiro me leva ao conforto.
Me esqueço de tudo,
Me prendo ao momento.
Mas é apenas um sonho
Qual estou vivendo.

Teu perfume ainda sinto,
Talvez esteja enlouquecendo
Mas até sozinho num recinto
Sinto seu corpo me aquecendo.

Porem a realidade é um rival
Aparece causando-me dor fatal.
Me leva a uma vida vazia,
Qual fujo para viver de poesia. 
                                               (Jf.)

Abra seus olhos.



Às vezes ajo como um tolo,
Tornando complexo o evidente.
Abro os olhos, fecho minha mente
E o nó se desfaz naturalmente.

Outrora como um cego
Num labirinto perpendicular.
Que resolveu ficar imóvel
Ao invés de caminhar.
Pois faltava-lhe algo,
Um sentido e um motivo.
Qual era querer se libertar.

Procurar atalho em linha reta.
Escolher o arco e esquecer a flecha.
Estender a mão por constrangimento a situação...
Ter medo do raio ao escutar o trovã
o.
                                                            (Jf.)
                                        

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Folhas novas.


Quando bater a minha porta
Estarei mais preparado
Para esquecer minha revolta 
Deixar tudo de lado
E voltar a viver...

Esquecerei nossas discórdias
Deletarei nosso passado.
Começarei uma nova história
Sobre um rascunho incinerado
Que o tempo apagou...

Sobre um começo do fim,
Um caminho ao retorno.
Flores novas no jardim
Sobre velhas do outono.
Um sopro de vida...

Sobre as trevas há luz 
A esperança é um martírio
Mas o sonho é quem conduz
Para que não haja empecilho.
Para sentir teu calor...
Teu perfume e teu sabor.
                                       (Jf.)